quinta-feira, 30 de junho de 2011

Eu sempre fico pensando qual seria realmente os meus problemas, sabe? De eu ser assim, meio doida, meio pessimista, meio carente, meio solitária... na verdade, me sentir meio solitária. Meio porque tenho sido bonzinha comigo. Tem dias que eu sou tudo isso elevada a décima potência. Eu juro que tento ser positiva quase a maior parte do tempo. Sorrio pra todo mundo que eu gosto, faço piada, rio das coisas ruins... mas às vezes é tudo tão pose, que nem a mim eu consigo enganar.

Queria mesmo entender todas as coisas que passam na minha cabeça e organizar cada pensando e, assim, me organizar. Pode tentar descobrir realmente quem eu sou. Ok, meu nome é Iracema, tenho 23 anos, quero ser jornalista, ainda não descobri porque, mas quero. Acredito que nasci pra isso. Amo minha mãe mais que qualquer coisa nessa vida. Amo meus amigos. Alguns são meus irmãos. Gosto de ler, escrever, ver filme, comer... gosto de carinho, demoro séculos pra gostar de alguém, mas quando eu gosto é pra valer. Minha vida amorosa é um fracasso, apesar de já ter tido namoros longos. Me acho inteligente, nada esperta, mas inteligente. Não sei fazer conta de dividir com dois número naquela caixinha que eu nunca lembro como chama. Quero ter uma biblioteca na minha casa e falar com orgulho que li todos os livros que estão ali...

Superficial... talvez eu seja superficial, igual essa descrição de quem eu acho que sou. Olha, de verdade, eu só quero ser feliz. Olhar pra um dia nublado, desses que sempre acontecem em Juiz de Fora e não me sentir deprimida, só sorrir. Dias nublados também tem sua beleza. Eu juro que tem. O dia fica mais claro, de doer os olhos, acho que a gente enxerga mais, acho...

Um dia eu quero escrever um livro, sabe? Não sei de que, mas quero escrever. Quando eu tinha 15 anos eu queria mudar o mundo, fazer a diferença, ser alguém especial... hoje eu só quero mudar o meu mundo. Tem tanta gente ai, tão melhor do que eu, que pode fazer tanta coisa... como eu posso querer mudar o planeta, fazer as pessoas pensarem, se me mudar é algo tão complicado? Não, eu não sou cabeça dura, que nunca muda de opinião e que acha que se eu nasci assim, vou morrer assim. Não, eu não sou. Estou sempre disposta a mudar, crescer, evoluir. No Espiritismo a gente aprende que vem à Terra pra crescer e evoluir. E eu vou crescendo, cada dia cresço mais um pouco, mas ai vejo que às vezes é melhor ficar estagnado, parado na janela, vendo a vida indo embora... sabe, às vezes seria bom me alienar. Quanto mais a gente se aliena, menos a gente sente. Não sei quem disse que sentir era bom. Talvez tenha uma medida certa pra se sentir... eu sinto demais. Devia sentir menos... mas nunca me calejo o suficiente pra não sentir nada. Talvez isso também seja um problema.

Espero que um dia eu tenha uma família, filhos, alguém pra amar. Eu não acredito que a gente possa ser feliz sozinho. Não acho que Deus coloca as pessoas aqui para serem sozinhas. Não tô falando que a gente tenha que casar, ter filhos, um amor... talvez nossos amores sejam nossos amigos. Alguns amigos são mais família que a própria família. Vai entender. Acho que família é onde nosso coração tá. Mas espero um dia ter a minha família. Que doidera...

Fico assim, perdida, durante alguns dias... só alguns dias. Depois volto a sorrir e a vida é bela, bola pra frente que tudo vai ficar bem. Tudo sempre fica bem. Sempre. Pode demorar um pouquinho, sabe, mas fica tudo bem. Sempre acreditei nisso. Então eu sempre lembro de Los Hermanos nessa hora, "e no final assim calado eu sei que vou ser coroado Rei de mim"... bom, o que eu posso fazer?











"Aponta pra fé e rema"

1 comentários:

Mel disse...

e seu coração é lindo, amiga...